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Tuesday, June 22, 2010

Vampire + Paranoia/Risk

Ok. So, now I have decided on what I want to play. Ironically, it is the usual suspect: Vampire. After fiddling with Cthulhutech, Werewolf, Geist and All Flesh Must Be Eaten, I finally decided upon the classic within the group and that is Vampire, and in this case Requiem.

The idea is to have a short chronicle, spanning a maximum of 10 sessions. I'm counting on 5 players so I decided to create the 5 characters, one of each of the 5 main clans, so that I'm already more familiar with the characters abilities, besides having already a balanced party.

The chronicle itself isn't decided yet, but the first draft is something like this: The players are members of the Carthian, which have recently gained considerable power after a subtle shift of allegiances and, consequently, power. They have the support ("support" in Vampire terms, meaning you never know if it is reliable and that the most influential vampires can't afford themselves to show up on radar in case the Carthian fail) and, probably, some members of the Invictus and Lancea. The Prince must fall. By the end of the chronicle the Prince is either relieved of his duties, either willingly or by force, or the party is all killed as blatant traitors.

All the Carthian are on this, but not all of them agree on leadership. Every vampire who wishes for a change of power in the city wants to help, but no one wants his head to roll if it fails. Who will the players trust?Since there isn't much time to develop the characters (unlike those year long chronicles we are used to) I chose a more direct approach, giving them personal objectives and background, but with a twist.

Vampire is a social game, but it's not a game of friendly groups. It's not. If that's how you roll that's Ok, but that only takes away the feeling of personal horror, of mistrust in your own kind and on your own group.

So here's the deal, in a Risk sort of way, the players will chose randomly between 5 objective cards which I'm still working on. These cards will give each player a background, and they will probably be influential within the movement and center pieces on the prince's downfall. They will also give an objective, a personal objective. Meaning that their goal is to achieve it whatever it takes. Manipulating the group will surely be the best way, since false information is usually the best way to get things done — whatever works for the player.

As the chronicle progresses things go deeper and deception becomes the key as trust fades away in time of war. In the final phase a second batch of objectives will be delivered to the surviving character's players increasing dramatically the tension between them. All of them want to succeed and they do need each other, but what do each of them want to succeed at?

Surviving players who achieve their objectives win the game. Who will the players trust?

Thursday, November 06, 2008

Eterna Espera, Volume II (Parte 2)

Capitulo I
Uma cidade morta.

Preparados para partir, Rhaziel preveniu-os para em caso algum falarem mal do Príncipe ao Nosferatu. “Ele sempre serviu fielmente o Príncipe, o que não é muito comum nos Nosferatu e, como tal, sempre foi muitíssimo bem recompensado. Isto, para além que é o líder de uma das equipas de limpeza do xerife. É extremamente competente e respeitado. Confiem nele conforme precisarem e terão um bom aliado, mas cuidado com o que lhe dão em troca, não se esqueçam que afinal é um Nosferatu e que por vezes são piores que os Ventrue. Já agora, todos o tratam por Lobo”. Duvida-se que alguém saiba o seu verdadeiro nome, talvez com a excepção do clã.
Miguel e Augusto abandonaram o prédio, situado ao pé do Marquês do Pombal, ao lado da zona de Elysium. O edifício havia sido restaurado há não muito tempo, pois à uns anos ocorreu um incidente que acabou mal, até deu escândalo entre os humanos, e no final rolaram cabeças.

O Augusto optou por deixar o carro estacionado e foram a pé até à Praça. A noite estava igual a tantas outras sextas-feiras, com carros e pessoas a passar, provavelmente a dirigirem-se para a noite ou a rodarem o destino, pois já nem era muito cedo, com o relógio a começar a aproximar-se da meia-noite. Já na Praça, junto à estátua de Dom José, estava um grupo já nitidamente alcoolizado, confirmado pelo volume das vozes e por berros soltos espontaneamente – o que era bom, caso algum deles eventualmente avistasse o Nosferatu.
Toda a área estava em obras à meses, e ainda tiveram que dar uma volta à sua procura, até que à beira dum túnel enorme que se dirige para o subsolo o encontraram. Terrivelmente desfigurado e com cicatrizes a cobrirem-lhe o pouco do seu corpo que é visível, curiosamente emanava um carisma que aliviava a perturbada visão. Bem encorpado, era difícil não reparar na agilidade com que se mexia e o modo quase enfeitiçante com que movia os membros. Vestido de sobretudo e um chapéu, não fosse o seu aspecto deformado, pareceria um autêntico senhor.
“Estava à vossa espera”, comentou, ainda estavam eles a se aproximar. “Mesmo assim, pensei que ainda demorassem um pouco mais, menos mal”.
A sua voz é possante e determinada, cuja fala acompanha com não muitos gestos, passando bem despercebido em zonas mal iluminadas.

“Bom dia Miguel, finalmente que te conheço!”
“Olá Lobo. Este é um amigo meu, um Lasombra.”
“Eu sei”, interrompeu.
“Sabes?” Claro. Se estava à espera deles, a mesma pessoa que o avisou provavelmente contou mais qualquer coisa. Ou poderia ser apenas bluff para ficar bem visto, afinal o Miguel já tinha dito quem era Augusto.
“Um Gangrel que trabalha para mim viu-vos ontem a despachar aí os amigalhaços dele. Novatos, pensaram na asneirada que fizeram? Felizmente o Sombra reparou em testemunhas e tratou delas, senão queria ver como ia ser hoje de manhã a venda de jornais.”, repreendeu num tom passivo. “Também é para isso que cá estamos nós, não é? Vejam é se estas histórias não se repetem, que para a próxima pode ser alguém menos simpático a ter que vos limpar as asneiras, ou pior, pode não haver ninguém para as limpar. Enfim, continuando, que querem vocês?”
Alternadamente, ambos colocaram algumas dúvidas e aproveitaram para pedir equipamento, nomeadamente armas. Se alguém é capaz de arranjar seja o que for, uma dessas pessoas é o Lobo. Por outro lado, pedir-lhe certas coisas sem dar motivos concretos, seria como entrar numa esquadra da Judiciária e pedir meia dúzia de semi-automáticas.

Quanto ao Dinis – Carlos o seu primeiro nome – o Lobo revelou que ele se está a preparar para tentar adquirir o grupo PTcom, que, como é sabido, é controlada pelo Príncipe Pedro II. Se isto for até ao fim, irá muito provavelmente significar o fim do reinado, já que muitos dos associados de Pedro II o irão deixar de apoiar se este perder a sua principal mais valia. Lobo mencionou também que estão a tentar chegar aos moderadores das negociações para impedir que estas prossigam e calou-se. Obviamente que não contou tudo o que sabia, mas o que disse não parecia ser mentira. Ou pelo menos, eles dois assim não o acharam.

Monday, November 03, 2008

Eterna Espera, Volume II

Prelúdio

A noite começou serena, e passaram apenas algumas horas desde o pôr-do-sol até que lhe bateram à porta. Rhaziel não esperava visitas, simplesmente porque raramente as tinha. Para não variar, estava vestido de castanho – era esta a sua cor, aliás, sempre fora desde à séculos, a única coisa que mudou foi o modelo. Durante a idade média talvez o encontrassem de robe, não muito diferente de um monge, mas neste momento era um fato que vestia, um tanto ou quanto grosseiro, de aspecto muito fofo e confortável, pralém de quente – não que isso importe.
Para sua surpresa, era o seu filho que lhe estava à porta. Vendo-os lado a lado ninguém diria que estão relacionados, afinal, o Miguel é simplesmente grande! Alto como uma torre e igualmente encorpado, de cabeça rapada e pêra, vestido de cabedal e botas da tropa, de facto, nada aparenta ter em comum com o seu mestre. Apesar da sua idade – cerca de 480 anos – este era o seu único descendente, o qual estimava como qualquer pai deveria. Miguel ainda era novo naquela vida – ou não-vida, como preferirem – e ainda não estava habituado aos rigores da noite nem à subtileza da imortalidade – todo e qualquer erro o iria atormentar para o resto da vida, e isso poderia significar muito tempo.
Calmo, como sempre, Rhaziel aproveitou para lançar o questionário de rotina, já se passavam uns tempos desde a última visita.
“Fernando!” — É por este nome que Miguel sempre conheceu o seu mestre apesar de a maioria dos mais novos o tratarem pelo outro nome – a alcunha que nunca percebeu donde derivava.

No seu modo expontâneo e meio exaltado, Miguel explicou-lhe o motivo da sua presença ali. Não era coisa boa. Mesmo. Ao ser atacado por um grupo Sabbat, um deles rebelou-se e salvou-lhe a vida, isto, porque pelos vistos já andava a planear escapar-lhes. A parte boa na história é que os dois eliminaram-nos a todos e apesar de baixas Sabbat nunca serem positivas quando não são alvos importantes, pois parece que por cada um que sofre a última morte dois vêm no seu lugar, mas ao menos vão pensar que morreram todos. A parte má era que ele estava lá em baixo.
“Miguel, então deixaste o nosso novo amigo lá em baixo? Não me o vais apresentar?” Espero não me iludir ao achar que ele percebeu a ironia da palavra “amigo”; aqui não existem amigos, existe o clã e é tudo.

Enquanto o Miguel descia, Rhaziel espreitou à sua volta, verificando os seus pertences e se nada de importante estaria à vista. “Antes dois demónios conhecidos do que um desconhecido. Enfim, só me saem duques.”, pensou. A sua casa não era muito diferente da de outros do seu tempo – uma autêntica biblioteca. Conhecimento sempre foi sinónimo de poder, talvez a redenção esteja também no conhecimento. Todas as suas divisões eram preenchidas por estantes do chão ao tecto, e estas, por sua vez, por livros de todos os géneros. Um tema que curiosamente sempre lhe havia interessado era mitologia, escusado dizer que antes da sua morte não acreditava no que se tornou. Apenas duas divisões não se encontravam relativamente vazias: o seu quarto e o hall de entrada. Ao primeiro passo porta a dentro seria inevitável não ficar impressionado, no mínimo, pelas relíquias expostas. O hall encontrava-se decorado por uma pintura enorme, panorâmica, de um nascer-do-Sol, um par de floretes pendurados em cruz, uma outra pintura a preto e branco de uma rapariga e num dos cantos uma armadura do século XV tendo ao seu lado, em frente à porta, um espelho bastante grande. Foi perante esta visão que o novo visitante se deparou, de certo modo deslumbrado, mas nem por isso impressionado, e fizeram-se as apresentações. Augusto da Costa e Silva era o seu nome, um Lasombra – nada que o espelho não tivesse já revelado, e rápidamente também Miguel se apercebeu da inexistência do reflexo do seu amigo. Era a primeira vez que via tal caracteristica, o que até o espantou, já que nunca lhe haviam ensinado todos os pormenores dos outros clãs. Perguntou-se a si mesmo porquê, afinal o seu mestre não o deveria ter feito? Talvez... ou talvez tivesse sido apenas um lapso.
Rhaziel alertou-os – tal como o Augusto provavelmente saberia e bem – que os Sabbat não toleram traidores e, como tal, para terem extra cuidado a partir de então, principalmente por eles não terem qualquer sentido de piedade e não respeitarem as tradições da Camarilla, o que num confronto pode significar graves problemas.
“A situação agrava-se ainda mais, uma vez que os Sabbat estão a atacar Lisboa mais do que nunca e qualquer falha pode demonstrar-se catastrófica, já que com a maioria de Portugal controlado por eles, a perda da capital seria provávelmente o fim da Camarillha no país. Como se não bastasse, certos indíviduos estão-se a aproveitar da desordem causada para tentarem usurpar o lugar do Príncipe Pedro II. Sinceramente, a mim não me faz grande diferença quem reina, apesar de grandes mudanças nunca serem muito bom sinal pois pode trazer surpresas inesperadas e não necessáriamente positivas.

Ah! A Toreador! Pois, o que se passa é que pelo que sei, pelo menos um Ventrue e uma Toreador querem o título para eles. A mim não me faz diferença desde que não seja a Toreador, nunca ouvi relatos de bons Toreadores no poder, e muito menos esta Degenerada. Aviso-vos, não acreditem em nada do que ela e os seus amigos vos contarem, dali não sai nada de bom. O Ventrue é o Dinis, é conhecido por não ter grande herança apesar da idade: quase 1500 anos. Não se deixem enganar, pois apesar de o sangue não lhe ser forte a idade dá-lhe experiência, não o subestimem.” A situação não estava nada bonita, a perda da capital e consequente perda da Camarilla para os Sabbat significaria o fim de todos. Numa altura em que os poderosos se tentam aproveitar da situação para os seus fins, parecendo tererem esquecido tudo o mais, cabe aos pequenos continuar a luta e tentar evitar o que com o tempo parece ser iminente.

Rhaziel havia ficado de se encontrar com um Nosferatu seu amigo junto à Praça do Comércio, na zona dos túneis das obras, para trocar algumas informações, mas optou por enviar o seu filho no seu lugar. Estava na altura de Miguel começar a crescer e entender como eram as coisas agora, como funciona a vida na morte.
“Conhecer toda a gente e não confiar em ninguém, é assim a não-vida”, suspirou.